Produtos com Glúten

alimentos que contém glúten

Um vilão chamado Glúten !

Quem definiu o glúten como um vilão foi o médico cardiologista americano William Daves, autor do best seller “Barriga de Trigo”. Ele alega que o glúten estimula o apetite, provoca picos exagerados de açúcar no sangue, desgasta cartilagens e ossos e aumenta riscos de diabetes e doenças cardíacas.

O especialista comentou no livro que ao pedir que seus pacientes ameaçados por doenças cardíacas eliminassem o glúten da alimentação, eles perdiam entre 10 e 25 quilos nos primeiros meses, reduzindo drasticamente a circunferência abdominal e a obesidade, alguns dos fatores de risco de doenças do coração.

Entretanto, a nutricionista Lia Buschinelli, do Instituto Paulista de Cancerologia (IPC), faz algumas considerações sobre o assunto: “Não há nenhuma relação entre o consumo de glúten e o risco de doenças cardíacas. Provavelmente os resultados que este médico encontrou são consequência de uma dieta sem pães, massas, bolos, bolachas e cereais, já que o trigo está presente em todos eles”, afirma.

E completa: “Os indivíduos que eliminaram o trigo da dieta reduziram de forma significativa o consumo alimentar de forma geral, resultando em menor consumo calórico, e, assim, reduziram o peso. O mesmo resultado poderia ter sido obtido com outra dieta que eliminasse qualquer ingrediente ou alimento consumido regularmente pelos indivíduos”.

Lia ressalta que, de acordo com parecer técnico do Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª região, publicado em 2011, a eliminação do glúten da dieta só deve acontecer mediante diagnóstico clínico confirmado de doença celíaca, dermatite herpetiforme ou alergia ao glúten. Ou ainda quando eliminada a hipótese de doença celíaca, haja diagnóstico clínico confirmado de sensibilidade ao glúten (também denominada como intolerância ao glúten não celíaca).

A nutricionista explica que o consumo de qualquer alimento com glúten (trigo, centeio, cevada, aveia e malte) pode trazer consequências imediatas, como cólicas, diarreia e dores abdominais para quem apresenta esses problemas. “A longo prazo pode causar deficiência de nutrientes, déficit de crescimento (no caso de crianças), anemia, dentre outras consequências da má absorção de nutrientes, em função da inflamação que o glúten causa na parede do intestino”, explica.

Segundo estudo feito pela Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (FENACELBRA), estima-se que, no País, existam quase 4 milhões de portadores dessa doença, mas boa parte delas não desconfia disso, uma vez que os sintomas são comuns também a outros males. A doença celíaca não tem cura, mas seus sintomas podem ser amenizados, ao se evitar os alimentos que contenham glúten. Nesse caso, os produtos à base de arroz, mandioca, milho e batata são uma boa opção (abaixo listamos alguns produtos sem glúten).

Lista de alimentos sem glúten:

Frutas
Legumes
Verduras
Farinha de Arroz
Creme de arroz
Amido de milho (popular maisena)
Polvilho doce
Polvilho Azedo
Tapioca
Farinha de Mandioca
Fécula de batata
Carnes (frango, peixe, carnes bovinas)
Sal
Açúcar
Chocolate em pó
Gelatinas
Óleos
Manteigas e margarinas em geral
Doces em conservas e em corte

Legislação:

De acordo com a lei nº 8.543, de 23 de dezembro de 1992, é obrigatório informar nos rótulos dos alimentos a presença de glúten. Em 2003, outra lei determinou que qualquer produto alimentício deve exibir na embalagem a indicação “contém glúten” ou “não contém glúten”. Porém, muitas indústrias não possuem tecnologia adequada para realizar exames nos alimentos, a fim de identificar a presença ou a ausência dessa rede de proteínas. Além disso, a indicação de contém ou não glúten aparece em lugares escondidos em algumas embalagens de alimentos e, geralmente, em letras miúdas, dificultando, assim, a vida do consumidor celíaco.

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